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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

Oposição não quer cometer erros do passado

CIDADE DE GOIÁS
Oposição não quer cometer erros do passado

Partidos se reúnem em dois grupos para evitar a pulverização de candidatura de 2004, que beneficiou o PMDB

Preocupado com a situação de caos que se encontra a Cidade de Goiás, o juiz eleitoral do município, Danilo Luiz Meireles dos Santos, resolveu reunir as lideranças locais para discutir um plano de recuperação para a cidade. Segundo o juiz, Goiás está em pleno declínio político e financeiro. “Há uma grande evasão de moradores rumo à capital e cidades vizinhas, grande parte da população sobrevive de bolsas assistenciais e a cidade convive com um alto índice de alcoolismo e de criminalidade.”

Esse quadro, segundo o juiz, reflete a ausência de uma política de investimentos industriais, visto que a cidade, em tese, sobrevive do turismo. Todavia, observa Danilo Meireles, nem mesmo o turismo recebe os investimentos necessários. “Não há divulgação, a cidade não oferece uma estrutura de hotéis e restaurantes adequada e, fazendo um paralelo com Pirenópolis, o turismo em Goiás é bem inferior. Está concentrado nos períodos de carnaval, Semana Santa e Fica.”

Danilo Meirelles propôs às lideranças do setor político e da comunidade local a criação de alternativas de desenvolvimento para a cidade, além da criação de uma política voltada para a área de turismo. Ele sugere, por exemplo, que Goiás se torne uma cidade universitária nos moldes da mineira Ouro Preto. A cidade já conta com a Faculdade de Direito da UFG e com a Universidade Estadual de Goiás. “Podemos ampliar os cursos oferecidos pela UFG e atrair uma universidade privada para a cidade”, diz. O juiz propõe ainda a atração de indústrias voltadas para a produção dos assentamentos rurais. Segundo Danilo Meirelles, dos quatro assentamentos de Goiás, apenas um está dando certo. Os demais estão promovendo o que ele chama de “favelização do campo”.

O juiz afirma que a discussão que propõe não está relacionada com a sucessão eleitoral, mas ocorre em ano de pleito municipal e, portanto, adquire contornos eleitorais. A imagem da cidade desenhada pelo juiz já foi apropriada pela oposição. O presidente do PT da Cidade de Goiás, Aguinel Lourenço Fonseca, afirma que o município “vive uma crise sem fim” nos últimos 20 anos. “A cidade não tem crescimento, não se desenvolve; as administrações não têm planejamento e nem participação popular.” Segundo ele, há crise na geração de emprego, os jovens da cidade estão migrando para Itaberaí e Goiânia, o turismo não é sustentado porque a cidade não oferece opções de hospedagem e alimentação e a cultura local não é valorizada. Ele afirma que a saúde está um caos. Dos quatro hospitais da cidade, apenas dois funcionam, sendo que um é do atual prefeito, Abner Curado (PMDB). “A cidade só recebe turistas na Semana Santa, que é organizada por Ongs, e durante o Fica, promovido pelo governo estadual”, afirma o petista.

O PT, que na eleição passada disputou a Prefeitura com o advogado José do Carmo Alves Siqueira, está conversando com nove legendas que fazem oposição ao prefeito — PMN, PRB, PC do B, PTB, PV, PPS, PSB, PR e PDT. “Estamos discutindo critérios para a escolha de um nome que vai representar esse grupo na eleição”, diz Aguinel Fonseca. Dentro do PT dois nomes despontam para disputar a prefeitura, o da professora Selma Bastos e o do empresário Joaquim Craveiro. Eles devem disputar a chance de representar o grupo com Vandré Santana, do PSB, Joaquim Berquó, do PPS, Nilton de Souza, do PR, e Anajarino Garcia Júnior, do PTB. Anajarino Garcia, atual vice-prefeito da cidade eleito pelo DEM, rompeu com o prefeito logo depois da posse e passou para a oposição. O vice-prefeito também trocou os democratas pelo PTB.

Além desse grupo liderado pelo PT, o prefeito Abner Curado, conhecido com Biné enfrenta a oposição do PSDB, DEM e PP. Na eleição passada, os tucanos enfrentaram o prefeito com o procurador-geral do Estado Norival Santomé, que ficou em segundo lugar com quase a metade dos votos de Abner Curado. Na eleição de 2004, a Prefeitura de Goiás foi disputada por cinco candidatos, Abner Curado (PMDB), Norival Santomé (PSDB), pelo ex-prefeito Boadyr Veloso (PP), José do Carmo (PT) e Rodrigo Borges Santana (PV).

Na avaliação do secretário do PSDB local, Eder Resende, a divisão da oposição possibilitou a vitória do PMDB na cidade. “A história tem mostrado que quando saímos desunidos perdemos a eleição”, diz.

O tucano defende que a oposição tenha no máximo dois candidatos, um do grupo do PT e outro do grupo do PSD, PP e DEM. “O ideal é repetir a base aliada em Goiás.” Os democratas não apresentaram nenhum nome até agora, mas Boadyr Veloso, do PP, “está disposto a sair candidato”, afirma o secretário do PSDB.

Dentro do PSDB, a disputa está entre a ex-vice prefeita Telma Godinho, o superintendente da Agricultura do Estado, Gustavo Isaac Pinto, e o dentista Rogério Azeredo. O presidente do partido, o vereador e presidente da Câmara José Augusto Alves, abriu mão de sua pré-candidatura para favorecer o processo de escolha do candidato. No ano passado, José Augusto Alves tentou cassar o prefeito Abner Curado, acusando-o de superfaturamento da obra de uma escola rural, doação de terreno da prefeitura para funcionários públicos sem autorização do Legislativo e contrato irregular entre a prefeitura e o hospital da família do prefeito. O processo de cassação acabou arquivado.

O PSDB também pretende usar o discurso do caos administrativo contra Abner Curado. Segundo Eder Resende, a administração municipal é fraca e há problemas em todos os setores. Os tucanos apostam também no isolamento do PMDB, que segundo Eder Resende só tem partidos nanicos como aliados. Todavia, não há como ignorar a força do partido na cidade. “O PMDB tem uma força política grande devido a questões históricas.”

O prefeito Abner Curado diz que o PMDB ainda não está discutindo o processo eleitoral. “Estamos voltados para a administração.” Segundo o prefeito, o partido só vai discutir aliança partidária depois do carnaval. “Mas estamos abertos a qualquer partido”, diz.

Pré-candidatos da oposição formada pelos partidos PT, PMN, PRB, PC do B, PTB, PV, PPS, PSB, PR e PDT:

- Selma Bastos (PT)
- Joaquim Craveiro (PT)
- Vandré Santana (PSB)
- Joaquim Berquó (PPS)
- Nilton de Souza (PR)
- Anajarino Garcia Júnior (PTB)

Pré-candidatos da oposição formada pelos partidos PSDB, DEM, PP:

- Boadyr Veloso (PP)
- Telma Godinho (PSDB)
- Gustavo Isaac Pinto (PSDB)
- Rogério Azeredo (PSDB)

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